segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Comentários 1

Baixe o texto do Roberto DaMatta aqui

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3 comentários:

Anônimo disse...

o texto relata o quanto uma copa do mundo foi capaz de unir o pais a uma so voz, e falando em voz,mostra tambem q naquela epoca ate os analfabetos podiam ler,logico do seu jeito. Todos que jamais souberam quem era o rei da Suecia logo ja a maioria sabia pelo menos o seu nome(Rei Gustavo). E bom nessas horas ninguem lembro dos velhos problemas da naçao, pois nada melhor que vencer uma copa e se sentir um campeao, e simplismente sentir que pode tudo ate ser melhor que os ingleses.
postado por : RAQUEL DA FONSECA

Anônimo disse...

Sobre o texto de Roberto DaMatta...
Trata-se de um texto muito inteligente, que analisa o significado e os impactos do esporte na sociedade moderna e do futebol no Brasil (como o próprio título adianta).
O esporte é simbólico, diferentemente da ciência, que é prática e metódica. Dessa forma, a grande dificuldade é descobrir qual necessidade humana o esporte (e também a arte) atende.
O mais interessante é ler o texto e observar o quanto são reais as considerações do autor, como por exemplo: o esporte traz grandes histórias e, com elas, grandes heróis e atos de bravura. Ou ainda: o esporte une corpo e alma. As pessoas e se encantam com os mais diversos desenlaces do esporte, que é imprevisível devido à competição e à disputa.
E a criação de personalidades no esporte contribui para a difusão de ideais modernos, como o aperfeiçoamento técnico, a autoconfiança e o mito da ascensão social independente da cor, origem e instrução. Isso se encaixa perfeitamente com o que se vê no Brasil. Que garoto nunca sonhou em se tornar um grande jogador de futebol?!? Fazer carreira, ser admirado por todos, se projetar socialmente, sem precisar ter vindo da nobreza?!
Mas o atrativo do futebol não se limita aos campos. A paixão que a torcida alimenta pelo esporte (que toma forma de acordo com a sociedade que o adota, já que esta projeta nele características próprias) chega a ser familiar, de pai para filho. As torcidas organizadas por exemplo, vêem o esporte como parte ativa de suas vidas.
Nem todos os brasileiros gostam de futebol, mas o esporte é, sem dúvida, uma atividade venerada. É indústria e espetáculo, como o texto coloca, mas traz momentos de felicidade, em que as pessoas fogem da realidade, esquecendo a rotina pesada regida pelo capitalismo moderno. Isso é fato!
O futebol é integração cultural (quem nunca parou para conversar sobre futebol numa roda de amigos?), proporciona a experiência da vitória, da igualdade e da justiça social. Além disso, um espetáculo em que vencedores e perdedores se alternam sempre e de forma imprevisível, é com certeza um grande atrativo a favor da popularidade do esporte no Brasil. E podemos, através do futebol, amar nossa nação e sermos patriotas sem medo da ridicularização.
Em certo momento, DaMatta comenta a ausência de estudos do campo esportivo, que, segundo ele, confirma uma tese conhecida pelos antropólogos: quanto mais próximo de nós, menos valor, atenção e estudo recebe o fenômeno. Achei esse trecho excelente, pois esse campo (o esportivo) não tem mesmo muito foco em estudos, mas deveria, pois é um assunto totalmente presente em nossa realidade, e que provoca muitos impactos e transformações importantes em nosso dia-a-dia.
O texto é, de fato, muito bom. Trata de um assunto que vale a pena conhecer melhor.
Evelin Campos - 3° Semestre

Anônimo disse...

Sobre o texto de Nelson Rodrigues...
Simplesmente brilhante! Gostoso de se ler, e de fácil compreensão, afinal, quem não entende bem o sentimento que ele descreve tão bem ao falar da conquista da Copa?
Eu ainda não era nascida quando o Brasil conquistou seu primeiro título mundial, mas a sensação é realmente de que não há nada melhor do que ser brasileiro!
O autor começa abordando o alto (e conhecido) índice de analfabetismo no país do futebol, que, de repente, parece inexistir! O que acontece é que o Brasil vence a Copa, na Suécia, e os brasileiros, como bons apaixonados por futebol, querem saber tudo sobre a conquista, comprando e lendo todos os jornais que tratam sobre o assunto (que obviamente não são poucos)
Os 22 jogadores responsáveis pela vitória passam a ocupar o posto de celebridades, sendo admirados e falados em todo o mundo e especialmente no Brasil. E não importa a classe social, todos desfrutam o momento de forma igual, com o mesmo sentimento de que “é chato ser brasileiro!” rsrs
Ninguém mais tem vergonha de ser brasileiro. Todas as mazelas são esquecidas, e somente as virtudes de um país vencedor da Copa do Mundo são lembradas...
Não se trata apenas de uma vitória esportiva, mas de uma conquista que influencia nas relações dentro e fora do país. O brasileiro se sente maior e mais forte. O autor até brinca no final: “...o brasileiro sempre se achou um cafajeste irremediável e invejava o inglês. Hoje, com a nossa impecabilíssima linha disciplinar no Mundial, verificamos o seguinte: o verdadeiro inglês, o único inglês, é o brasileiro.”
Esse fim disse tudo! É o brasileiro tomado pelo espírito contagiante de uma vitória esportiva.
Eu diria que o texto de Nelson Rodrigues ilustra muito bem o que Roberto DaMatta descreve no texto anterior. É como se fosse a teoria e a prática!
O esporte, de fato, não é apenas uma atividade física, mas algo mágico, que transforma as pessoas e o meio.
Evelin Campos - 3° Semestre