Poste aqui a sua análise da edição de domingo do Caderno 2 do Estadão. Não se esqueça de utilizar como base o texto do Daniel Piza e de não se limitar a fazer uma análise genérica do caderno: analise as matérias e críticas. Ah, e tome cuidado com o português.
Boa semana a todos!
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
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8 comentários:
O caderno todo é formado por matérias frias. Característica do jornalismo cultural. Com exceção da entrevista com o Presidente da Febrabran, Fábio Barbosa, sobre a atual situação econômica internacional e seus possíveis reflexos para o Brasil. E da coluna de Daniel Piza, que traz os lançamentos do cinema (“Linha de Passe” e “Ensaio sobre a Cegueira”), artes plásticas (Beatriz Milhazes), literatura e economia. Em uma rendição à cultura comerciável, popular, e ao “hard news”. Seus elogios se misturam às densas críticas de reprovação ou revolta, todas fundamentadas em uma resenha impressionista de proposta mais sociológica, social. Justifica-se: “Porque não me ufano”.
São inúmeras as referências internacionais nas matérias. A começar pela entrevista com Eumir Deodato, o “mais famoso arranjador musical do país” erradicado no exterior, que mereceu a capa do Caderno 2.
“Desafinando a bossa” é uma matéria mais elitista. Dificilmente um leigo sairá “satisfeito” após a leitura dessa grande entrevista. São referências internacionais do estilo musical e seus arranjos, mesmo Deodato sendo brasileiro. A tribalização fica evidente quando Deodato defende seu nicho musical, a bossa nova, quando se refere aos Caronistas da bossa: “(eles) nada fizeram além de comercializar o estilo”.
Nas 4 resenhas de livros, nota-se algo em comum: o comercial. São livros não convencionais que, dotam de um press release bem elaborado e uma “ajudinha” dos colaboradores para alavancar as obras com alguns de seus adjetivos em suas resenhas mais impressionistas do que estruturalistas. “Pontos de Vista de Um Palhaço”. Um livro que conta a decadência de um palhaço freelancer que representa a passividade do povo alemão frente ao Nazismo. “Contemporâneos” discute a situação da ficção brasileira.“Filosofia em Comum” de Márcia Tiburi pretende desmascarar a pseudo-erudição que paira sobre a filosofia, quer descomplicar o que foi estigmatizado como erudito e inacessível. “Esse é o primeiro ponto: ‘Ninguém sai do livro sabendo, sai do livro não sabendo, mas sabendo que não sabe”. A base dessa redação está mais interessada em discutir o tema levantado ao invés de se limitar apenas ao autor. “De cabeça Baixa” ganhou uma resenha bem elaborada, com uma redação mais impressionista. Fala do enredo, do personagem e sua obsessão. E também dá um destaque maior por ser o primeiro livro autor.
Por Antônio Gonçalves Filho, temos detalhes e análises não só das obras de Juan Vigo, mas uma competente repassada histórica que justifica o anarquismo de suas obras. O texto amarra suas produções a fim de divulgar as 3 horas de “Juan Vigo Integral”, um DVD duplo previsto para o início de 2009. Tem corpo de release com análise estruturalista, muitas vezes focada em falar sobre o autor: peça chave da produção.
A coluna "Direto da fonte" de Sonia Racy tem notas de personalidades e um espaço dedicado às fotos dos famosos nos eventos mais importantes.
Um caderno que não se prende ao cronograma de eventos. É voltado a um público específico. Se torna mais elitista por suas matérias terem mais referências internacionais do que nacionais. Pouco acessível à massa. Não que seja uma característica ruim, mas talvez isso o torne menos procurado (lê-se: vendido) e ganhe uma natureza excludente.
A primeira página do caderno dois embarca na comemoração 50anos de Bossa Nova, traz uma entrevista com Eumir Deodato, o mais famoso arranjador do país. Com o título, “Desafinando Bossa” ela relata o começo e a internacionalização da bossa.
Uma matéria muito rica e cheia de informações relevantes, com declarações fortes por parte do entrevistado, quase chega ao sensacional. Uma matéria “elitista”, como o assunto é musica, ela poderia tratar com mais popularidade, é uma matéria para os intelectualizados.
Daniel Piza faz uma ótima crítica ao filme, Linha de Passe, de Walter Salles e Daniela Thomas, apesar de uma opinião explicita em seu texto ela contextualiza e pontua suas críticas. Ele conseguiu retratar a história do filme e explanar sobre as histórias dos personagens. Como lido no texto dele mesmo, “... o que se deve exigir de um crítico é que saiba argumentar em defesa de suas escolhas, não se bastando apenas em objetivos e colocações do tipo gostei ou não gostei...” Isso significa escrever bem e evitar o banal.
Daniel em sua crítica ainda compara o filme de Walter com o de Fernando Meireles, e conclui que filme de Salles é melhor e mais real que o de Meireles. Ela ainda abre um gancho para falar sobre economia e política internacional relacionando com a cena da política nacional atualmente.
O jornal também traz destaques internacionais, como o lançamento em DVD da obra de Jean Vigo, um importante cineasta francês que tem sua obra compreendida como de transição entre a Vanguarda Francesa e o Realismo Poético. Que é uma matéria mais elitizada.
O jornalismo cultural do Caderno dois do Estado de São Paulo é o mesmo descrito no texto de Piza, com a mesma falha apontada por ele na eficácia, com os tops 10 de livros mais lidos ou mais vendidos. Esse Caderno traz um jornalismo voltado para uma classe mais culturalmente nutrida, e não visa o grande público, “massa”.
Thiago Castro.
Como num todo jornalismo cultural, o caderno de cultura do ESTADO DE SÃO PAULO, é formado por matérias relativamente frias. Mas como toda regra tem sua exceção, a entrevista como Presidente da FEBRANBRAN foge a regra do jornalismo cultural e trata de um assunto da atualidade. Daniel Piza, é quem fica responsável pelos lançamentos do cinema nacional, já Beatriz Milhazes, traz as atualidades no mundo das artes plásticas, mas temos também as colunas sobre literatura e economia.
O caderno faz muitas referencias as matérias internacionais e traz uma grande entrevista com o Eumir Deodato, famoso arranjador musical erradicado no exterior e mereceu a capa do Caderno 2.
A matéria sobre BOSSA NOVA, já seria uma leitura para pessoas com nível de entendimento melhor. Raramente uma pessoa de baixa influencia, irá entender do que se trata. São citadas 4 resenhas de livros que não são tão procurados para uma leitura cotidiana.
O Estadão traz este caderno, acredito eu que para um publico um tão quanto culto, talvez por suas publicações que se tratam de matérias mais internacionais do que nacionais. Isso pode não ser tão ruim assim, mas poucas pessoas o procurarão pra ler.
Pâmela Bouillet
Estadão, caderno 2
Desafinando a bossa, foi a capa do caderno 2 de domingo, traz o melhor arranjador do país que vive nos Estados Unidos desde os anos 60, repassando o MPB para o mundo. Eumir Deodato tocou com João Gilberto e Tom Jobim. E afirma que muitos ganharam dinheiro as suas custas, como o Stan Getz e Herbie Mann. Com tantos anos de sucesso, no exterior principalmente, ele se apresentou pela primeira vez em Olinda-PE.
A crítica de Daniel Piza do filme Linha de Passe fala em detalhes as cenas do filme, mostrando como ele é realista e mostra como vive nossa sociedade. E comenta outras obras de Fernando Meirelles. Comentou a arte de Beatriz Milhazes adimirando suas texturas rústicas. Falou também do mundo editorial e seus lançamentos. E por fim fez ma crítica ao governo.
Em relação a literatura do caderno 2, tem vários exemplares de livros com resumos bem definidos, tanto nacionais como internacionais.
O cinema tem uma boa parte do caderno, sendo o mais populista, uma grande massa tem acesso.
O caderno 2 do Estado de São Paulo é bem amplo em relação a cultura, mas atende um publico elitizado, e também erudito atende as pessoas de conhecimento elevado que procuram esse tipo de diversão que inclui competências mais amplas, prudência, moral e experiência de vida.
Ingrid
Análise do Caderno Cultural de Estado de S. Paulo.
O caderno 2 do Estado de S. Paulo, voltado para cultura parece ser feito realmente para quem trás uma bagagem cultural, e que precisa ser cultivada dia -a –dia. Toda a disposição do jornal passa a impressão que foi minuciosamente planejado para atingir um alvo específico, um leitor que realmente está atento a tudo que é novidade “cultural”.
“Desafinando a Bossa”
Eumir Deodato famoso Produtor e Arranjador musical, afirma que Tom Jobim ser mais compositor de que arranjador retrata no decorrer de sua entrevista argumentos e referências internacionais, já que é carioca erradicado nos Estados Unidos, demonstra ser um defensor do “terreno sacrossanto da bossa” deixando visível verdadeira Tribalização, algo exclusivo para quem aprecia MPB e Bossa Nova.
O livro Pontos de Vista de um Palhaço, conta a crise de um palhaço em relação ao Nazismo e Filosofia em Comum da autora Márcia Tiburi, trata de um livro que não é feito para Filósofos, pois ele escreve como se fala... Ou seja, ela deixa de lado o erudito.
A intenção da autora é de envolver o publico como numa conversa.
Com toda explanação dessas duas obras, acredito que seja meramente para apresentar e estimular vendas de outras obras de forma subliminar.
Já o grande destaque em DVD, está com a obra Jean Vigo, o gênio que reinventou o cinema, descrita por Antônio Gonçalves Filho, a obra sai em 2009, à reedição dos livros de Paulo Emílio sobre ele e o pai. A obra transita entre a Vanguarda Francesa e o Realismo Poético, voltado para um cinema social.
Daniel Piza trata em sua coluna de dois filmes recém lançados no cinema (“Linha de Passe” e “Ensaio sobre a Cegueira”), o filme “Linha de Passe” com direção de Walter Salles e roteiro de Daniela Thomas em seu contexto trás a realidade Brasileira. Já o filme “Ensaio sobre a Cegueira”, e obra do escritor português José Saramago e dirigido por Fernando Meireles, mas parece uma critica sobre ética... O jornalismo cultural como forma de diminuir distância entre a arte e a vida e tenta eliminar a diferença entre o “Nacional X Internacional”
Nélia Rodrigues
O Caderno cultural do jornal ESTADO DE SÃO PAULO, não formado por matérias quentes, ou seja, são matérias menos importantes daquelas que saem na capa de um jornal.Uma boa parte do caderno é composta de artes plástica mais com um grande foco no cinema.
O jornal traz matérias internacionais e uma delas que me chamou bastante atenção, foi à capa do caderno 2 em comemoração as 50 anos de Bossa nova, a matéria tem como entrevistado Eumir Deodato com varias declarações, cujo assunto era musica, de uma forma mais intelectual é fácil definir que se trata de uma matéria “elitista”.
Em outra parte do jornal temos a coluna de Daniel Pizo trazendo os grandes lançamentos como: Linha de passe e Ensaio sobre a cegueira com direção de Walter Salles com roteiro de Daniela Thomas,apesar de comentar o filme e falar um pouco de seus personagens ,essa matéria é focada mais para os intelectuais por falta de populismo ela não é interessada a massa.Ele ainda faz uma crítica à economia e política internacional comparando com a política nacional de hoje.
Enfim o caderno é especifico a uma classe ou grupo social, pouco acessível à massa tornando “elitista” por focar somente em matérias internacionais do que as nacionais.
Raquel da Fonseca
Cultura de Elite
Um caderno que tem como base assuntos internacionais, obras de autores mundialmente conhecidos, temas interessantes que não se encontra em qualquer esquina. È notável o grau de aprofundamento dos jornalistas desse caderno, tudo é bem embasado, muito bem escrito.
Há que se destacar, por exemplo, a matéria de capa do caderno, que faz referência aos 50 anos da Bossa Nova, destacando Eumir Deodato, que segundo Josafá Medeiros autor da reportagem, é um dos maiores arranjadores do Brasil.
O jornalista Daniel Piza destaca em sua coluna Sinopse o cinema nacional, quer dizer filmes comerciais brasileiros que ganharam fama no cenário internacional. Piza também comenta que foi ver algumas exposições em São Paulo, infelizmente ele não se preocupa com os leitores dos outros estados, ele não se lembra que o Estadão é um jornal conceituado em todo o Brasil, se resume ao elitismo da cidade de São Paulo. Não citações de exposições de outros estados, não há um comentário amplo sobre a cultura nacional.
Já a coluna de João Ubaldo Ribeiro, Ponto de Vista, tem um estilo semelhante ao do José Simão da Folha de São Paulo. Uma linguagem despojada, bem pessoa do seu autor.
Não há muito espaço publicitário, pelo fato do caderno não ser populista e sim elitista. O elitismo é destacado na música, literatura, assuntos que formam a base e são as principais fontes para elaboração do caderno de cultura do Estadão.
Por Eric Cavalcante
Daniel Piza afirma, em seu livro “Jornalismo cultural”, que as pessoas menos instruídas têm medo da cultura, da aura impenetrável que ela tem. Trata-se do elitismo. A maioria das pessoas tendem a achar que cultura é coisa de gente “culta”, que lê muito e conhece um pouco de tudo. Para comprovar isso, basta observar quantas pessoas compram um jornal e lêem, de fato, o caderno de cultura. Isso sem falar na tribalização, que distorce a diversidade enquanto fator cultural e socialmente positivo, dando-lhe sentido empobrecedor.
Tive o prazer de ler o caderno 2 (de cultura!), do jornal “O estado de São Paulo”, e me surpreendi com as matérias. Não vou negar que desconheço grande parte dos assuntos tratados, porém concluí que para entender (sobretudo gostar) dos cadernos de cultura e, conseqüentemente, de jornalismo cultural, basta ter sede de conhecimento e vontade de ampliá-lo.
O caderno abre com uma reportagem sobre bossa nova, onde Eumir Deodato, famoso arranjador brasileiro, é entrevistado, numa conversa que rende os mais variados assuntos, entre os quais pude destacar: a bossa nova, carreira, parcerias e nomes da música, bem como indústria musical, a nova situação tecnológica (no âmbito musical) e a comercialização de música pela internet. É uma matéria elitista, a começar pelo gênero musical abordado. A bossa nova não é apreciada pela “grande massa”, e o próprio Deodato passaria em anonimato por muita gente (eu mesma devo confessar que desconhecia esta personalidade). Excelente matéria para abrir. Texto rico e muito informativo.
Depois, temos a coluna de Daniel Piza, Sinopse. O texto vai além do que descreve o título, já que Piza não se limita a apenas resumir uma obra. Ele analisa e critica várias obras culturais, opinando sobre os filmes “Linha de passe”, de Walter Salles e Daniela Thomas e “Ensaio sobre a cegueira”, de Fernando Meirelles; sobre a exposição de Beatriz Milhazes, além de indicar e falar rapidamente sobre alguns livros. Piza confronta todas as obras com o contexto social que os envolve, fazendo análises aprofundadas e comparando-as com outras obras, o que configura uma boa crítica. No fim ele ainda faz uma crítica ao posicionamento de algumas pessoas diante da crise econômica que está afetando os mercados atualmente, fazendo críticas a declarações feitas pelo Presidente e seus ministros. Os filmes analisados não são do tipo “Spilberg”, ou seja, não são obras destinadas à ovação por parte da “massa”, mas como bem coloca Daniel Piza, no já citado livro “Jornalismo cultural”, nem sempre uma coisa que faz sucesso é boa, e nem sempre uma coisa que não alcança o sucesso esperado é ruim. O elitismo e o populismo exercem grande influência nesse caso. Muitos julgarão que o conteúdo de “Ensaio sobre a cegueira” só cabe à elite, enquanto os filmes de Spilberg contém o entretenimento necessário a atender os desejos da parcela menos instruída da população.
Sobre literatura, temos a apresentação e análise de “Pontos de vista de um palhaço”, de Heinrich Böll, citado como um dos ficcionistas que melhor compreenderam a Alemanha Ocidental desde sua criação no imediato pós-guerra. A história do palhaço é uma história de grandes perdas e dificuldades, que pode retratar não só o povo alemão, mas qualquer pessoa. Essa possibilidade é colocada pelo jornalista/crítico como algo atraente, mas que de certa forma enfraquece a literatura de Böll.
Logo depois desta matéria, há uma lista de lançamentos de livros no Brasil, com “tijolinhos” que trazem algumas informações a respeito dos mesmos. Não há nenhuma forma de pontuação dada às obras, apenas uma apresentação.
O lançamento do livro “Filosofia em comum”, de Márcia Tiburi, é o assunto da matéria seguinte, que analisa e realiza críticas à obra, indicando-a para principiantes na arte de filosofar, já que, segundo a crítica, o livro não quer conduzir ao universo da filosofia, e sim provar que a filosofia é parte da rotina. Ainda sobre a crítica: a linguagem do livro é simples e não ostenta uma falsa erudição, o que poderia interessar a um público maior, e arregimentar mais “seguidores da cultura”, não fosse o já conhecido e prejudicial elitismo. Só de ler o título do livro, provavelmente muitos desistiriam de se aventurar em suas páginas, as quais pré-julgariam complicadas demais para o seu humilde conhecimento, e acabariam deixando por conta da “elite”.
Ao lado direito da página em que está a matéria anteriormente citada, há uma listagem dos livros mais vendidos. Como manda a tradição, é uma lista que vai da 1ª à 10ª colocação, com 20 livros subdivididos nas categorias ficção e não-ficção. A submissão ao cronograma dos eventos fica clara aí. Antes (às vezes bem antes) da chegada de uma produção cultural já lemos ou ouvimos falar muito dela, sendo que raramente lemos sobre os produtos depois que eles já foram apreciados, deixando de refletir sobre o que significaram para o público de fato. Isto é uma grande perda não só para o jornalismo cultural, mas para a sociedade em geral, já que deixamos de pensar na importância e nas conseqüências da cultura em nossas vidas.
Depois há uma lista de lançamentos de livros no mundo, também com “tijolinhos” contendo informações sobre as obras. Na presença dessas duas listas, brasileiras e estrangeiras, de livros, observamos o conceito de nacional e internacional. Muitas vezes ocorre uma objeção contra as notícias que relata eventos ou produções culturais estrangeiras, pois que significariam uma espécie de “submissão”, uma atitude de “colonizados”. Algumas pessoas acabam tendo a falsa noção de que o jornalismo cultural se encerra na função do serviço, do roteiro, o que pode levar a uma maior valorização do que é produzido no Brasil. Isso não é uma regra, apenas um exemplo do que pode ocorrer frente a esse “confronto” entre o nacional e o internacional.
Em seguida há uma matéria sobre o lançamento de um clássico, o DVD Jean Vigo, previsto para 2009. Mais uma vez vemos a submissão ao cronograma. A matéria fala da história de Jean Vigo, de suas aventuras, de sua importância para o cinema, e de como sua vida influenciou a vida de seu filho. Há uma descrição de cenas. Texto elitista e de análise aprofundada.
Uma matéria sobre a China quebra um pouco a lógica que seguia o caderno. Trata de monges e autores que escreveram numa revista, a Colors, sobre acidentes e incidentes, demonstrando fé e criticando fatos de cunho social, da China. Não fosse o envolvimento de uma revista, eu colocaria esta matéria no caderno Internacional.
A matéria seguinte também é diferente das primeiras matérias. É uma entrevista com Fábio Barbosa, presidente da Febraban. O tema é economia, o que está muito em pauta atualmente, com a crise econômica. É uma matéria com interesse econômico, muito mais do que cultural. Na lateral direita, há uma foto de uma jovem atriz iniciante, com sua respectiva apresentação, intitulada “Cara nova”. Logo abaixo, várias notas com temas variados.
Sobre Livros Romance, há uma matéria sobre a estréia do jornalista carioca Flávio Izhaki, com o livro “De cabeça baixa”, construído em torno da obsessão e em ritmo de suspense, com personagens ricos de conteúdo, segundo a crítica que se apresenta na matéria.
Já no fim do caderno (ufa! Brincadeirinha... =] ) há um texto leve e legal de ser lido, de Veríssimo (que aliás eu gosto bastante, apesar de não conhecer tanto sobre ele). E em seguida “antologia pessoal”, com uma entrevista pingue-pongue com Lorenzo Mammì, com uma breve apresentação sobre ele, e algumas fotos.
O caderno de cultura do Estadão é muito interessante. Gostei de ter lido e me senti um pouquinho mais enriquecida, culturalmente falando. Apesar do elitismo, visivelmente presente, é um caderno que todos deveriam ler. Afinal, como bem coloca a frase de Sérgio Augusto, citada por Daniel Piza, em “Jornalismo cultural”: “Precisamos democratizar o elitismo”.
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