quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Matéria Cultura

Postem aqui a matéria de cultura

18 comentários:

Nayara disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

HOMENAGEANDO DEUSES COM A MÚSICA

A Oficina Educação pelo Tambor do Congado, tem como objetivo um projeto de cidadania por meio da música, da arte e do conhecimento.
Na sua quarta edição oferece um trabalho realizado com jovens menos favorecidos. Idéia que veio de Belo Horizonte por Alexandre Senna, um dos oficineiros. A oficina oferece aulas de cidadania e um pouco da cultura afro-brasileira. Os jovens também aprendem além de tocar, fabricar seu próprio instrumento que é feito com lata e couro,a afinar e fazer a manutenção.O projeto tem o patrocínio da Caixa Econômica que sede diariamente um espaço para a realização das oficinas de aulas práticas de música, que ficam abertas ao público. Seis profissionais fazem o trabalho com 80 jovens, entre eles dois professores de história da cultura afro-brasileira, um de cidadania, dois monitores e dois oficineiros como Alexandre de Senna, mineiro, ator de teatro que conta o que é o Congado e como ele esta sendo usado nesse projeto. " O Congado é uma forma de louvar e homenagear os santos e mártires negros do Brasil, usada pelos escravos. Uma mistura de ritmos negros. A arte foi o meio escolhido para chamar esses jovens, pois proporciona o desenvolvimento da imaginação, capacidade e criatividade para mudar a realidade."
O grupo se apresentou gratuitamente no dia 15 de novembro na Caixa Cultural, e emocionou o público, como o servidor público Jayme Carvalho. "É muito bom ver jovens menos favorecidos tendo um incentivo para o futuro."
Uma vez ao ano acontece uma edição do projeto com as oficianas e uma uma apresentação.
Enquanto isso os jovens aguardam felizes para serem aplaudidos mais uma vez.
Por Renata Figueiredo

Anônimo disse...

Cinco anos de Batalá na capital

Banda de percussão feminina completa 5 anos em Brasília.

Por Roberta Yasuiê

Muita música, ritmo e animação fazem parte dos ensaios e apresentações do grupo de percussão feminino criado em 2003. As primeiras batucadas eram feitas sem instrumentos, mas com muita criatividade para mostrar o ritmo e a cultura afro-brasileira.
O Batalá foi criado na Inglaterra por Paulo Garcia, que há cinco anos trouxe o projeto para Brasília. O projeto de Paulo é inovador na cidade, pois o grupo é formado apenas por mulheres.
Com tambores, repiques e caixas a mulherada mostra suas habilidades com a música. Atualmente mais de 160 mulheres fazem parte do Batalá. O grupo de percussão não tem fins lucrativos e procura promover a cultura negra e integração através da música.
A banda participa de vários projetos sociais, através de ritmos ensinados para meninas de comunidades de baixa renda, o batalá procura levar entretenimento e cultura com a finalidade de ajudar a melhorar o dia-a-dia das jovens que se encantam pela música.
A banda se apresenta em festas, shows e desfiles. No último sete de setembro as mulheres do Batalá se apresentaram na esplanada, fechando o desfile do dia da independência.
No Batalá é possível encontrar mulheres de todas as idades com o mesmo objetivo, o envolvimento e a paixão pela música. Ana Alice, 39 anos, não perde um ensaio. “Aqui a gente aprende a sentir a música, o ritmo, tocar um instrumento e melhor ainda é mostrar o que ensaiamos nas apresentações”.
“O grupo está aberto para qualquer mulher que queira participar, basta comparecer a um dos ensaios realizados na casa da cultura, não precisa ter experiência alguma”, explica Nayara Souza uma das integrantes e responsáveis pela a agenda da banda. Os ensaios são abertos ao público e acontecem todos os sábados na casa da cultura do Guará de 10h às 13h com a supervisão de Paulo Garcia.

Anônimo disse...

Onde é o começo?! Onde é o fim?!


O desafio está lançado. O objetivo? Atingir um público-alvo diferente, que não costuma ser atingido, aproximando-os de algo pouco ou nada presente em seus cotidianos: a arte contemporânea. Que público é esse? As crianças.
Pode-se dizer que o projeto é no mínimo ousado. Uma iniciativa incomum, que exige uma atenção especial aos detalhes e uma grande sensibilidade por parte daqueles que o integram.
“Silenciar nossa fala interior”. Esse é a dica de Evandro Salles, curador e diretor geral da mostra Arte para crianças, que ficará em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) até 18 de janeiro, sobre o melhor jeito de ouvir obras de arte. Esta frase faz parte de um encarte interativo, escrito pelo próprio Evandro, para esclarecer alguns pontos a respeito do mundo das artes: como ele funciona e como explorá-lo. A idéia é interessante, pois auxilia e situa o espectador, que pode se sentir perdido a princípio, já que perder-se por entre as obras de arte é uma possibilidade e mergulhar no universo de cada uma delas é uma necessidade. Além de servir como guia, o encarte traz informações sobre os artistas - vindos de vários países -, o estilo e as obras dos mesmos. São eles: Amilcar de Castro, Cildo Meireles, Eduardo Sued, Ernesto Neto, Lawrence Weiner, Athos Bulcão, Yoko Ono, Emmanuel Nassar, Eder Santos, Mariana Manhães, Rubem Grilo, Manoel de Barros, Lissitzky e Tunga.
Uma exposição de arte com várias peculiaridades e um time de artistas renomados, representando gerações e tendências diversas. O resultado final desta combinação foi algo nada convencional: As surpresas começam logo que chegamos, pois, ao invés de encontrar uma galeria reservada para a exposição, ou a exposição ao ar livre – como de praxe -, nos damos conta de que Arte para crianças está em toda parte. Em várias galerias, no subsolo, ao ar livre. As descobertas estão por toda parte. Poesia, música, teatro, esculturas, vídeos, de tudo um pouco, tudo misturado. É um mundo de fantasia que envolve a todos os que se dispõem a se aventurar nele. E Evandro descreve bem esse mundo: “Nossa exposição não tem começo nem fim. Ela começa onde termina, e termina onde começa.”
Uma peça de teatro, direcionada ao público da primeira infância – 8 meses a 3 anos -, conta a história do nascimento, confundindo mãe e filha, uma nascendo dentro da outra. As imagens diante dos pequeninos olhos que, mesmo sem muita experiência, podem compreender coisas tão familiares, parecem despertar sentimentos agradáveis.
Numa galeria, pequenos filmes contam pequenas histórias e envolvem as pessoas num sem-fim de palavras e imagens, que muitas vezes podem parecer sem nexo. Uma máquina, de aparência inexplicável, com fios e circuitos ligados e interligados reproduz sons estranhos e apresenta a imagem de candelabros, através de duas pequenas televisões. A sensação diante de tal objeto é de confusão, que acaba se misturando com os risos provocados pelos sons da geringonça, e termina por nos “familiarizar” com a obra, que tenciona dar vida a objetos comuns, como um candelabro.
A exposição é acima de tudo interativa. Já que o principal objetivo é aproximar as crianças da arte, como não expor algo em que elas possam entrar, tocar, sentir? Jogos de xadrez numa grande sala com palavras de ordem que elevam a imaginação – pense, cante, voe, sinta -, e que na verdade representam os desejos de todos, salas com projeções de pássaros soltos e presos, misturando realidade e fantasia, figuras prontas a serem dispostas na parede, formando as imagens que o espectador desejar. No subsolo desta mesma galeria, é preciso tirar os sapatos. Por que? Para que possamos sentir a maciez das cerdas de uma vassoura, que se espalham e preenchem todo o espaço, provocando a sensação, mais uma vez, de que estamos em outro universo, um universo paralelo.
Um grande salão com pequenas esculturas de formas geométricas dispostas ao redor, uma grande escultura ao centro, e uma mesa onde se encontram papéis cujos desenhos remontam imagens geométricas, e tesouras. Adiante, o resultado: esculturas de papel, feitas pelas mãozinhas que ali passaram. Numa outra galeria, peças de quebra-cabeças estão à espera de alguém que dê forma a elas.
É tudo muito convidativo, independentemente de idade. Quem é criança, vive sua infância através das obras de arte. Quem já deixou essa fase, sente uma vontade imensa de vivê-la novamente, ainda que por alguns instantes dentro de uma grande escultura representando o útero materno, onde é possível ficar mais à vontade, deitar e rolar por entre a espuma macia e as bolinhas de plástico, que além da sensação de conforto e proteção, despertam risos e gargalhadas infantis, ou ainda, escrevendo e pendurando um desejo na árvore dos desejos, acreditando que ele realmente pode vir a se tornar realidade.
Trata-se de não permitir que a exposição se torne uma algo pedante, que as faça perder a vontade de estar ali, de continuar ali. As crianças saem de suas posições de apreciadores de obras de arte, e passam a ser criadores de obras de arte, vivenciando-as. É claro que algumas coisas (aliás, várias coisas) passam despercebidas, ou não são compreendidas pelas jovens mentes das crianças. Mas tudo bem. Muitas vezes nem mesmo as mentes dos adultos compreenderão. No mundo lúdico que Arte para crianças apresenta, o que importa é que as crianças se envolvam com a arte, que se relacionem e gostem das obras feitas especialmente para elas. E isso é alcançado. As crianças têm seus sentidos aguçados para os mais simples detalhes da obra, seja um pequeno som, ou o toque dos pés descalços no tecido macio de uma vassoura. O mundo da fantasia que é a exposição chama, e a partir daí torna-se impossível não atender ao chamado.
Em entrevista para o Correio Braziliense, um dos artistas da exposição, Cildo Meireles, afirma: “Arte é uma atividade que tem o fascínio das possibilidades.” Sim, é verdade. As possibilidades de reações diante da exposição são muitas. O que não é possível é deixar a exposição e não apresentar nenhuma reação!

Anônimo disse...

Entre misturas

Na efervescência das comemorações da consciência negra, eis que surge o artista naturalmente inserido nesse mundo, que a maioria insiste em deixá-lo à margem e torná-lo um mundo à parte: o mundo dos negros.

O artista plástico Josafá Neves, à frente de qualquer celebração, estabelece uma relação saudável e indiscriminada com os negros e desponta como componente dessa raça a fim de mostrar a expressividade de brasileiros afros na construção da identidade nacional desse povo outrora esquecido. Para romper com esses preconceitos, Neves é sensível em suas percepções em relação aos negros e contribui para extrapolar barreiras ao construir obras que revelam, sobretudo o seu mundo.

O cenário: em meio a um acervo incontável de obras impressas, cinco telas em óleo se misturam e emprestam luz e cor à livraria Cultura na exposição titulada: Gênero, Raça e Cor. Dentre as cinco peças em tamanho comparado à estatura de um homem, uma tem um destaque por ser em tamanho gigante e chama a atenção para belezas de traços e expressividades precípuas do negro.

Mais que obras de arte, a exposição de quadros com fundos negros, é um convite à consciência para a importância do negro enquanto componente da história. O artista luta pela igualdade, sobretudo de gênero e raça, que dão nome à sua exposição e pela inserção social do negro. Suas obras expressam vida, vigor e desconstrução de estereótipos construídos em torno dos negros.

Uma mistura de cores, uma junção entre o branco e o negro – combinação perfeita e harmônica. Na desconstrução de que o negro é sempre obscuro e que faz alusão ao que é ruim e feio, Neves revela o homem negro dotado de força e vida. Para isso faz uso de cores fortes que expressam alegria e vida de que são dotados os negros.

Para a organizadora da exposição Madge Rosa, coordenadora de eventos da livraria cultura, Josafá Neves tornou-se conhecido quando uma foto de um de seus quadros foi veiculado em um impresso o qual ela não recorda o nome. Para ela, a obra de Neves chamou-lhe a atenção e a partir desse encontro, foi em busca do artista para conseguir expor suas obras na tentativa de contribuir para a temática da beleza e importância da história do negro.

As obras de Neves são atemporais e apesar de serem datadas de 2006 a 2008, são imortais ao contexto histórico para o qual se presta contribuir. Essa temática em torno da discriminação racial não será obsoleta enquanto pessoas insistirem em diferenciar pela cor da pele.

O público divisa a atenção entre a exposição e outras obras impressas. Os olhos se encantam à medida que perpassam por cada quadro. Em silêncio, apenas os olhos comunicam o feitiço que as obras transmitem. De soslaio, um dos quadros faz um convite à apreciação de uma mãe que acolhe o filho no colo. Ela negra, o filho branco – não importa. A principal mensagem desta obra é o papel da mulher, mãe, cuidadora, o que independe de cor na visão de Neves.

Outra obra, titulada “BASTA” revela o furor com que o artista luta para desconstruir nas pessoas os estereótipos dedicados aos negros. Um homem com suas mãos elevadas como se pedisse explicações ao público sobre “qual é o problema de vocês?”, indagando sobre a verdade considerada absoluta entre os brancos.

Nos seus demais quadros, também expostos na Câmara dos Deputados, Neves revela o negro como Guerreiro, título que também nomeia uma de suas obras. Neve deixa clara sua percepção de que o Brasil fora construído com a junção de raças, somando o negro e o branco, como em um de seus quadros chamado “BRASIS”. Além de “Ameaçados”, termo que também faz alusão a uma de suas obras, o artista plástico brasiliense se antecipa ao ver as mulheres negras como “Bailarinas”, “Damas da Noite” e “Princesas”, outrora inadmissíveis. Todas as suas obras representam o desejo incontrolável de inserir esse ser que tanto contribui para a história e que faz parte dela.

Anônimo disse...

Bicicletas para salvar o mundo


Bicicletas pela natureza, pelos animais, pelo mundo! A exposição de fotografia “bicicletas pelo mundo”, passou 2 meses exposta em duas estações do metrô de Brasília. As estações Galeria dos Estados e Central ao lado da Rodoviária do Plano Piloto onde passam diariamente 25 mil pessoas.
A exposição retrata fotos de pessoas que usam a bicicleta para o exercício diário,para a diversão,fotos de diversos lugares do mundo que a usam como meio de transporte, o respeito com os ciclistas e o caos do trânsito na Índia. São 44 painéis de diversas autorias.
O objetivo da exposição é conscientizar as pessoas a usar outros recursos como meio de transporte e a diminuição de carros nas vias urbanas causando menos impacto a natureza e a qualidade de vida, estimulando o governo a implantar um sistema seguro para os ciclistas integrando a bicicleta no transporte público.
Essa mobilização começou em 22 de setembro de 1998 no dia sem carro e vários lugares no mundo participaram deixando seus carros em casa. O programa se iniciou pela SeMOB- (Secretária Nacional de Transporte e da Mobilidade Humana). Por meio do Ministério das cidades. Eles também têm outros programas como Bicicleta Brasil. O programa é para estimular os governos a favorecerem o uso dos meios de transporte não motorizados.
A partir de dezembro começa a valer a lei que permite o transporte de bicicletas no metrô, mais fica proibido em horários de grande circulação de pessoas, esse sistema já é usado em alguns estados como São Paulo e Recife.
Uma pesquisa feita em 2006 mostra o numero de pessoas que circulam por hora nos demais meios:

- 2.000 pessoas de carro
- 9.000pessoas de ônibus
- 14.000pessoas de bicicleta
-19.000pessoas a pé
-22.000pessoas de trens e metrô

A exposição se despede de Brasília indo para Porto Alegre, João Pessoa, Natal, Recife e Maceió onde ficarão expostas nas principais estações de metrô.


Ingrid Souza

Anônimo disse...

Labirinto Cromático uma exposição do ontem e do hoje


Por Pâmela Bouillet

De parabéns a Caixa Cultural Brasília que comemora neste ano seu 28º aniversário em funcionamento. Entre outras exposições a que se coloca em destaque até mesmo pelo período de comemoração é a exposição de obras do Acervo da Caixa, denominada Labirinto Cromático – O homem Brasileiro entre o Bucólico e a Velocidade do Contemporâneo que demonstra uma seleção de trinta obras escolhidas pelo artista plástico Wagner Hermusche, onde leva o visitante, entre eles estudantes de varias áreas do ensino, a interpretarem as pinturas, fotografias e textos que levam ao imaginário, numa viagem ao Brasil de outrora até o Brasil de nossos tempos.
Ao visitar a exposição é notório o significado do titulo da mesma, ou seja, “Labirinto”, pela formatação do espaço físico e “Bucólico”, pela ordem das obras que apresentam figuras históricas com quadros confeccionados ainda nas décadas de 60, 70, 80,90 até no ano de 2001.
Na opinião de alguns estudantes que estiveram nesta exposição, os quadros em formato de texto que leva o visitante a imaginar uma determinada cena é deveras interessante. Segundo Paulo Vidal, do quarto período em dramaturgia, da Escola Dulcina do Distrito Federal, disse que em um determinado quadro o imaginário dele levou ao tempo em que sua avó, Manuela, contava historinhas que o fazia dormir. Foi ótimo. Concluiu o estudante.
Na verdade, na opinião de vários visitantes ouvidos pela nossa reportagem, Labirinto Cromático, levam as pessoas a invocarem do brasileiro algumas de suas celebrações tradicionais. , ou seja, sua própria cultura.
Podemos imaginar a admissão, de que o Brasil é realmente um continente.

Local: Caixa Cultural - SBS, Qd. 3, Lt. 34 - Asa Sul - 3206-6456/9448/9449
Data: De terça a domingo, das 9h às 21h
Preço inteira: Entrada Franca
De: 13/08/2008
Até: 31/12/2008

Anônimo disse...

festval de cinema do metrô
A cada desembarque,cadeiras estavam sendo oculpadas.Pessoas com passos apressados para pegar o melhor lugar ,para assistir ao curta .Jovens vinham direto da escola com a turma de amigos como thiago (18) clara (16)e tatiane(16),que estavam entusismado com a exibição dos curtas.
No encerramento do festival de cinema no metrô de taguatinga na última terça-feira dia 25/11.foram passados 10 curtas apresentados no 40 festival de Brasília do cinema brasileiro ano passado.
Carlos Augusto coordenador do festival ficou feliz com o resultado do grande público . para ele a escolha de passar o filme no metrô é o grande fluxo de pessoas, que passam a todo estante ,com a exibição dos curtas durante a semana chamou atenção dos usuarios do metrô. Carlos Algusto aguarda o ano que vem para passar novamente os curtas no metrô.
por GREYCE KELLY LOPES

Anônimo disse...

Emos do Pátio


Eles se reúnem toda sexta-feira, em frente ao Shopping Pátio Brasil, começam a chegar às quatro e só saem de lá quando fecha. Pequenos grupos, estilos diferentes, mais uma coisa em comum a cor preta. Ou nas roupas, ou acessórios até mesmo na maquiagem, presente não só nas meninas mais também nos meninos.

Conversam somente entre si, parecem até que estão sozinhos naquele espaço, mas não, pessoas transitam sem cessar, o motivo é simples o Pátio fica no Setor Comercial Sul de Brasília, uma das áreas mais movimentadas da cidade. Mas o interessante é que esse grupo gera nas pessoas freqüentadoras do Shopping indiferença, parecem até que são invisíveis, principalmente pelo estilo que a maioria se veste.

Diferentes, essa é uma palavra boa para definir essa tribo, os emos, ou melhor eles não gostam de ser chamados assim, pelo menos é o que garante o estudante Ramyres Santiago,19, freqüentador do local, diz que a mídia que colocou esse nome em cima deles, de uma maneira pejorativa, “Esse é o nosso estilo nos não somos emos”. Segundo Ramyres mais de noventa por cento dos freqüentadores ou são bi ou homossexuais. “Se a pessoa gosta de você a primeira coisa que ela pergunta é a seguinte, se você é homo ou heterossexual”.

Mas porque no Pátio? Para Tiago Oliveira, 17, o local é apenas um ponto de encontro, de lá depois que fecha o Shopping eles saem para beber, no posto da Torre que fica perto do local, ou na 411 Sul onde há um grande espaço verde onde os jovens conversam e se embriagam. “Aqui colocamos o papo em dia e depois vamos para alguma festa na cidade”.

Como acontecem em todos as tribos, a um local de encontro, e esse local para os “emos” de Brasília é o Pátio Brasil, não por ser um local místico, mais sim por ser de fácil acesso.

Eric Cavalcante

Anônimo disse...

Entre misturas

Naturalista ou Realista, não importa, ele se auto define expressionista por natureza ao transcender através da arte, a história e a cultura dos negros em sua exposição "Negras Raízes", título que sugere contar uma ínfima parte da história dos negros que vieram da África e destacar traços e expressões características do negro.

Na efervescência das comemorações da consciência negra, eis que surge o artista naturalmente inserido nesse mundo que a maioria insiste em torná-lo um mundo à parte: o mundo dos negros.

O artista plástico Josafá Neves, à frente de qualquer celebração, desponta como componente dessa raça a fim de mostrar a expressividade de brasileiros afros na construção de sua identidade nacional na exposição Negras Raizes, uma mistura de cores, traços e expressividade. Para Neves, é uma tentativa de mostrar a influência da cultura e da beleza do negro. "Dedico ao dia da consciência negra para mostrar a cultura, a fé e a construção do nosso país que tem essa característica do negro", comenta.

Mais que obras de arte, a exposição de quadros com fundos negros, é um convite à consciência para a importância do negro enquanto componente da história.

O artista luta pela igualdade, sobretudo de gênero e raça e pela inserção social do negro. Suas obras expressam vida, vigor e desconstrução de estereótipos construídos em torno dos negros a fim de dar-lhes visibilidade.

Uma mistura de cores, uma junção entre o branco e o negro – combinação perfeita e harmônica. Na desconstrução de que o negro é sempre obscuro e que faz alusão ao que é ruim, Neves revela o homem negro dotado de força e vitalidade apesar de toda opressão sofrida em sua história e para isso faz uso de cores fortes que expressam alegria e vida.

Os olhos se encantam à medida que perpassam por cada quadro. De soslaio, um dos quadros faz um convite à apreciação de uma mãe que acolhe o filho no colo. Ela negra, o filho branco – não importa. A principal mensagem desta obra é o papel da mulher, mãe, cuidadora, o que independe de cor na visão de Neves.

Outra obra, titulada “BASTA” revela o furor com que o artista luta para desconstruir nas pessoas os estereótipos dedicados aos negros. Um homem com suas mãos elevadas como se pedisse explicações, indagando sobre verdades consideradas absolutas.

Nos seus demais quadros, Neves revela ainda o negro como Guerreiro, título que também nomeia uma de suas obras. Neves deixa clara sua percepção de que o Brasil fora construído com a junção de raças, somando o negro e o branco, como em um de seus quadros chamado “BRASIS”. Além de “Ameaçados”, termo que também faz alusão a uma de suas telas, o artista plástico brasiliense se antecipa ao ver as mulheres negras como “Bailarinas”, “Damas da Noite” e “Princesas”, outrora inadmissíveis. Todas as suas obras representam o desejo incontrolável de inserir esse ser que tanto contribui para a história e que faz parte dela.

O público se retringe aos transeuntes da Câmara dos Deputados que muitas vezes passam despercebidos e deixam comentários sobre os quadros como "assustador" ou "misterioso". Quando perguntado se suas obras deveras dão visibilidade ao negro, já que o público não comparece em peso, Neves não se intimida em dizer que se não notaram sua arte é porque lhes falta a educação, o costume de observar."A arte é para poucos, as pessoas precisam ser ensinadas a enxergar", comenta Neves na certeza de que a sensibilidade não é alcançada pela multidão, mas por olhares aguçados. "Eu não preciso de multidão, só preciso de alguns aliados" finaliza Neves.

Nayara disse...

Cinema “Fashion" Festival

Por Nayara Young


O burburinho que preenche o espaço vem de pessoas coloridas, cabelos “super cool” e acessórios “over” que completam o visual. A pergunta é reflexiva: Quantas horas, ou seriam minutos, levam um “pseudo-cult” para se arrumar? Passeando os olhos pela entrada do Teatro Nacional desta terça-feira
(18) é possível encontrar a diversidade da Capital na abertura do ao 41º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Parece que todos combinaram o All Star branco de couro com seus óculos de armação colorida. Um festival de moda dentro do festival de cinema da cidade.

Expectativa. As portas nem abriram e a “vibe” cult já impregna a roupa dos que ali circulam muito mais do que os cigarros baratos daqueles dois cabeludos que se esgueiram pela pilastra próxima ao pipoqueiro. É o pessoal da “facul”, os cineastas, os atores, os “emos”, a galera “blasé” os clubbers, o pessoal da embaixada e, vejam só: Stevie Wonder. Quer dizer, um sósia - se a intenção de se parecer com o artista existia ou não, independente disso, ele conseguiu chamar, e muito, a atenção. Esses, reunidos, formam o público do “melhor e mais esperado festival de cinema do Brasil” segundo Érica Barros, estudante de artes plásticas da UFG.

Quando perguntado sobre os marcadores sociais do público de festivais de cinema, o estudante de Publicidade e Propaganda do IESB, Filyppe Saraiva, acha que “o público presente tem um comportamento alternativo”, reflexo da necessidade de se afastarem do convencional afirmando excessivamente serem diferentes. “Se arrumam dessa maneira para chamar a atenção. E acredito que não demoram nem dez minutos para escolher o figurino” continua, e se defende quando comparo seu calçado, tênis all star, com o da maioria da moçada “Não sou emo”, diz.

Abrem-se as portas do Teatro Nacional. Em uma valsa faceira o público disperso se reúne quase que automaticamente em uma fila. Civilidade vista na capital que enche de orgulho os brasilienses. Claro, não mais do que a cidadania de os carros pararem na faixa de pedestre. Para entrar na sala Villa-Lobos do teatro, outra fila. O ânimo afoito do público aguarda a abertura do evento que teve início com a apresentação da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro sob a regência do maestro Ira Levin.

A maratona fora iniciada. Com timidez e gestos leves, Maria Hirszman, filha do cineasta Leon Hirszman, fez as honras do evento anunciando a abertura do festival com a exibição da cópia restaurada da obra do seu pai, o filme S. Bernardo (1972), adaptação do livro de Graciliano Ramos.

A expectativa do púbico pelo festival é grande. Vinicius Guarilha, estudante da faculdade Dulcina, saúda a maratona de cinema com particular indignação “O festival não foi tão bem divulgado quanto nas edições anteriores”. O estudante de artes cênicas comenta e aplaude a aposta do festival de apresentar o sertanejo, a brasilidade “O festival deste ano está com a cara do ‘Cinema Novo’, talvez a abertura do evento com o filme de Leon seja uma dica do que nos aguarda até o dia 25”.

Cento e onze minutos de Othon Bastos (Paulo Honório) e Madalena (Isabel Ribeiro).
A restauração do filme de Hirszman comoveu do público assim como os responsáveis pela obra. “Fiquei sabendo apenas hoje da abertura do festival e quando soube que era S. Bernardo o filme de estréia não pude perder. Tenho uma paixão enorme por Graciliano Ramos" conta a jornalista Mariana S..

S. Bernardo teve legenda para os portadores de necessidades auditivas pudessem assistir ao longa, assim como terão os demais filmes do festival brasiliense.

O filme nem chegou ao fim mas já é possível ouvir, distante, vozes animadas em embaralhadas conversas no salão da recepção do festival. A multidão plural encontra-se dividida: os que assistiram ao filme e os que figuraram lá fora para os holofotes da imprensa. Enquanto Paulo Honório estabelece contrato matrimonial com Madalena na película, lá fora os impressionistas comentam sobre o festival, fazem análises semióticas dos filmes que pretendem assistir e enriquecem palavras quando prevêem o evento como “o melhor do ano”.

Acabado o evento chega a hora da partida. A imprensa recolhe seus equipamentos, as moças de unhas coloridas se reúnem em conversas altas e lá fora, ainda estão os dois companheiros de cabelos compridos na neblina fumando seus cigarros, porém, já sem a companhia do pipoqueiro.

Luciana Oliveira disse...

Imagens da Imensidão

Os elementos geométricos representando o vazio. A leveza na matéria bruta. As diversas curvas recobertas de cores, como flores que se desdobram e incorporam o externo, definem com elegância a exposição “Imagens da Imensidão”. Longe de ser fruto de um momento de sorte, as esculturas fazem parte de uma obra consistente trabalhada ao longo de vários anos. O autor? Franz Weissmann.

A herança cultural anterior de Weissmann integrou-se de maneira estrutural, possibilitando a elaboração de uma linguagem poética particular e original. Suas esculturas são elementos de uma paisagem criada pelo homem que, através de apropriações da metodologia construtiva, recria e elabora novas formas. O curador Marcus de Lontra Costa, selecionou algumas obras que evidenciam as principais propostas artísticas além de três obras projetadas por Franz Weissmann, mas executadas recentemente: a “coluna em planos triangulares”, a “coluna neoconcreta” e “dois cubos em fita”. “A exuberância e a luminosidade das paisagens expostas, que o artista incorpora na utilização da cor e também da apropriação de elementos articulados, formam uma composição que supera a lógica do cálculo.” Afirmou.

A exposição é uma produção do Instituto Tomie Ohtake, e vai do dia 14 a 23 de novembro, com visitas abertas ao público de terça a domingo, das 9h às 21h, na Caixa Cultural, SBS Qd. 4 Lote 3e 4 – Zona 0. Informações e agendamento de visitas monitoradas: de terça-feira a sexta-feira, de 9h às 18h, pelo telefone 3206-9448.

Anônimo disse...

Gerações ao som do Rock’n’Rooll do Capital Inicial.


O cantor Dinho Ouro Preto juntamente com sua banda é considerado um ícone musical no estilo Rock Pop, e está cada vez mais antenado com a nova geração, banda que nasceu em Brasília, depois de varias formações e participações em outros grupos, somente na década de 80, Capital Inicial despontou no circuito musical, junto com outras bandas como Titãs, Paralamas do Sucesso e outros que serviram de influência até mesmo para o próprio Dinho.

Hoje sua formação é composta por: Fernando Lemos, Yves Passareli e Dinho. Ao longo de uma carreira consolidada de 28 anos a banda está de volta a Brasília com um novo trabalho; Turnê de Lançamento do mais novo DVD - Eu nunca disse Adeus.

Esse novo DVD vem mostrar que no decorrer de sua carreira várias de suas canções não foram esquecidas por gerações passadas, e são bem aceitas pela nova geração da capital federal.

Para o advogado Wilson Dantas (55 anos) foi um dos primeiros a chegar ao local do evento, acha muito interessante ver que os filhos Rafael e Vanessa gostam da mesma banda que ele.

O promotor de Eventos Júnior Petrovic relata que o público do Capital Inicial é fiel não só em Brasília, mas em todo Brasil, onde quer que a Banda passe o que se vê é uma verdadeira diversidade de idades. O que confirma que banda é preferência para os pais e agora dos filhos, geração que sonha com a música, pegam como referência Bandas cuja trajetória teve inicio na capital federal. E isso nós faz acreditar que mais talentos da nossa Capital Federal possam sair de seus casulos e virarem uma referência assim como tantas outras.

O show realizado no dia 18 de outubro no Ginásio Nilson Nelson, é prova disso, o público estava animado, e demonstrava um verdadeiro entrosamento com as canções cantadas pela Banda.

Depois de Brasília a Turnê de Lançamento do novo Show do Capital Inicial estará viajando por outros estados Brasileiros.
Nélia Rodrigues

Anônimo disse...

Relações Imperiais

Por:Thiago Castro

Há Duzentos anos, no dia 22 de janeiro de 1808 aportava no Brasil à Família Real Portuguesa e com ela vinham nos 14 navios, muitos funcionários, obras de arte, dinheiro e outros bens de valor.
No ano de 2008 se comemora dois séculos da chegada da Família Real ao Brasil, com eventos espalhados por todo o país, e Brasília será presenteada com uma exposição chamada “Relações Imperiais”.
Essa exposição traz cartas trocadas entre quatro gerações da Família Real Portuguesa e a Imperial brasileira, desde Don João VI até a princesa Isabel, além de retratos e objetos.
As cartas trazem assuntos como a educação dos príncipes, e as relações afetivas dos Reis, Imperadores e Príncipes. As cartas que são o ponto alto da exposição são do curador Luciano Cavalcante de Albuquerque, ele diz que a relevância das cartas foi comprovada quando foram usadas para fazer a biografia da D.Pedro I.
Além de todo esse acervo de nossa história, a exposição ainda traz curiosidades como a criação de Caixa Econômica, nas palavras de D.Pedro II “Hei por bem autorizar a creação de uma Caixa Econômica e um Monte de Socorro nesta corte, que se regerão pelos regulamentos, que com este baixam, propostos pela comissão encarregada de sua organisação”. A Caixa Econômica foi oficializada em 12 de janeiro 186, pelo decreto 2723.
A exposição traz a riqueza d nossa história nesse bicentenário de chegada da família Imperial ao Brasil e sua importância, uma mostra cheia de detalhes, pedaços e uma parte importante da nossa construção.
Está aberta a visitações populares na Galeria Vitrine, Caixa cultural até o dia 11 de janeiro d 2009, diariamente de 9h ás 21h.

Serviço:
Data: 26/09 até 11/01/2009
Local: Galeria Vitrine
Classificação: Livre
Horário: Diariamente de 9hás 21h
Entrada: Gratuita
Visitas monitoradas (agendamento): de terça-feira a sexta-feira de 9hás 18h, pelo TEL- 32069448

26 de Novembro de 2008 18:05

Anônimo disse...

Relações Imperiais

Por Thiago Castro

Há Duzentos anos, no dia 22 de janeiro de 1808 aportava no Brasil à Família Real Portuguesa e com ela vinham nos 14 navios, muitos funcionários, obras de arte, dinheiro e outros bens de valor.
No ano de 2008 se comemora dois séculos da chegada da Família Real ao Brasil, com eventos espalhados por todo o país, e Brasília será presenteada com uma exposição chamada “Relações Imperiais”.
Com as paredes pintadas da cor azul Royal a Galeria Vitrine da Caixa Cultural recebe as imagens, objetos e cartas que compõem a exposição. O tom do azul nos passa a sensação de nobreza, criando assim um elo entre o espaço e a obra.
Amizade real e verdadeira, assim esta escrito na parede da Galeria: “Esta exposição celebra principalmente a amizade. Trazendo cartas escritas por toda a Família Real ligando quatro gerações, correspondências essas que tratam desde assuntos da chegada da família ao Brasil, passando pelas cartas escritas pelas princesas a suas amigas, atem as cartas escritas para a Família Imperial no exílio.
Alem das cartas a exposição tem varias imagens e retratos dos integrantes da Família Imperial brasileira. Imagens em Xilogravura, Litografia, Óleo sobre tela, Tempera sobre madeira e Foto Cinema. Também completa a exposição porcelanas, um missal da Princesa Izabel e outros pequenos objetos pessoais da família.
As cartas trazem assuntos como a educação dos príncipes, e as relações afetivas dos Reis, Imperadores e Príncipes. As cartas que são o ponto alto da exposição são do curador Luciano Cavalcante de Albuquerque, ele diz que a relevância das cartas foi comprovada quando foram usadas para fazer a biografia da D.Pedro I e é a primeira vez que elas são mostradas.
Além de todo esse acervo de nossa história, a exposição ainda traz curiosidades como a criação de Caixa Econômica, nas palavras de D.Pedro II “Hei por bem autorizar a creação de uma Caixa Econômica e um Monte de Socorro nesta corte, que se regerão pelos regulamentos, que com este baixam, propostos pela comissão encarregada de sua organisação”. A Caixa Econômica foi oficializada em 12 de janeiro 186, pelo decreto 2723.
A exposição mostra riqueza de nossa história, com a simplicidade de seus objetos. Está aberta a visitações populares na Galeria Vitrine, Caixa cultural até o dia 11 de janeiro d 2009, diariamente de 9h ás 21h.

Serviço:
Data: 26/09 até 11/01/2009
Local: Galeria Vitrine
Classificação: Livre
Horário: Diariamente de 9hás 21h
Entrada: Gratuita
Visitas monitoradas (agendamento): de terça-feira a sexta-feira de 9hás 18h, pelo TEL- 32069448

Renata Figueiredo disse...

HOMENAGEM AOS DEUSES COM A MÚSICA


O congado é uma manifestação
cultural religiosa de raízes africanas,celebradas em algumas regiões do Brasil com exemplo,Cametá/PA,Espírito Santo,Bahia,Catalão/Go,Machado/MG e Uberlãndia/MG. Na celebração de festas a aclamção é animada através de danças,batuque e cantos.
A oficina Educação pelo Tambor do Congado tem como objetivo um projeto de cidadania por meio da música, da arte e do conhecimento.
Na sua quarta edição oferece um trabalho realizado com jovens menos favorecidos. Idéia que veio de Belo Horizonte por Alexandre Senna, um dos oficineiros. A oficina oferece aulas de cidadania e um pouco da cultura afro-brasileira. Os jovens também aprendem além de tocar, fabricar seu próprio instrumento que é feito com lata e couro,a afinar e fazer a manutenção.O projeto tem o patrocínio da Caixa Econômica que sede diariamente um espaço para a realização das oficinas de aulas práticas de música, que ficam abertas ao público. Seis profissionais fazem o trabalho com 80 jovens, entre eles dois professores de história da cultura afro-brasileira, um de cidadania, dois monitores e dois oficineiros como Alexandre de Senna, mineiro, ator de teatro que conta o que é o Congado e como ele esta sendo usado nesse projeto. " O Congado é uma forma de louvar e homenagear os santos e mártires negros do Brasil, usada pelos escravos. Uma mistura de ritmos negros. A arte foi o meio escolhido para chamar esses jovens, pois proporciona o desenvolvimento da imaginação, capacidade e criatividade para mudar a realidade."
O grupo se apresentou gratuitamente no dia 15 de novembro na Caixa Cultural ás 16 horas. Tocaram seis músicas, dentre elas apenas 2 delas com vocal em que um jovem levava a música seguida das vozes de todos os outros 79.O grupo emocionou o público, como o servidor público Jayme Carvalho. "É muito bom ver jovens menos favorecidos tendo um incentivo para o futuro."
Uma vez ao ano acontece uma edição do projeto com as oficianas e uma uma apresentação.
Os jovens tinham em seus rostos um semblante de satisfação pelo retorno do público.
Em 2009 terá outra edição, porém as mesmas nem sempre são na mesma época, mês e dia.
Por Renata Figueiredo

Anônimo disse...

Onde é o começo?! Onde é o fim?!


O desafio está lançado. O objetivo? Atingir um público-alvo diferente, que não costuma ser atingido, aproximando-os de algo pouco ou nada presente em seus cotidianos: a arte contemporânea. Que público é esse? As crianças.
Pode-se dizer que o projeto é no mínimo ousado. Uma iniciativa incomum, que exige uma atenção especial aos detalhes e uma grande sensibilidade por parte daqueles que o integram.
“Silenciar nossa fala interior”. Esse é a dica de Evandro Salles, curador e diretor geral da mostra Arte para crianças, que ficará em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) até 18 de janeiro, sobre o melhor jeito de ouvir obras de arte. Esta frase faz parte de um encarte interativo, escrito pelo próprio Evandro, para esclarecer alguns pontos a respeito do mundo das artes: como ele funciona e como explorá-lo. A idéia é interessante, pois auxilia e situa o espectador, que pode se sentir perdido a princípio, já que perder-se por entre as obras de arte é uma possibilidade e mergulhar no universo de cada uma delas é uma necessidade. Além de servir como guia, o encarte traz informações sobre os artistas - vindos de vários países -, seus estilos e suas obras. São eles: Amilcar de Castro, Cildo Meireles, Eduardo Sued, Ernesto Neto, Lawrence Weiner, Athos Bulcão, Yoko Ono, Emmanuel Nassar, Eder Santos, Mariana Manhães, Rubem Grilo, Manoel de Barros, Lissitzky e Tunga.
Uma exposição de arte com várias peculiaridades e um time de artistas renomados, representando gerações e tendências diversas. O resultado desta combinação foi algo nada convencional. As surpresas começam logo que chegamos: ao invés de encontrar uma galeria reservada para a exposição, ou a exposição ao ar livre – como de praxe -, nos damos conta de que Arte para crianças está em toda parte. Em várias galerias, no subsolo, ao ar livre. As descobertas estão por toda parte. Poesia, música, teatro, esculturas, vídeos, de tudo um pouco, tudo misturado. É um mundo de fantasia que envolve a todos os que se dispõem a se aventurar nele. E Evandro descreve bem esse mundo: “Nossa exposição não tem começo nem fim. Ela começa onde termina, e termina onde começa.”
Peça de teatro direcionada ao público da primeira infância – 8 meses a 3 anos -, pequenos filmes contando pequenas histórias, esculturas de aparências inexplicáveis. É um sem-fim de obras diversificadas e curiosas.
A exposição é acima de tudo interativa. O principal objetivo é aproximar as crianças da arte através da exposição de obras nas quais elas possam entrar, tocar, sentir.
Quem é criança, vive sua infância através das obras de arte. Quem já deixou essa fase, sente uma vontade imensa de vivê-la novamente, ainda que por alguns instantes dentro de uma grande escultura representando o útero materno, onde é possível ficar mais à vontade, deitar e rolar por entre a espuma macia e as bolinhas de plástico, que além da sensação de conforto e proteção, despertam risos e gargalhadas infantis, ou ainda, escrevendo e pendurando um desejo na árvore dos desejos, acreditando que ele realmente pode vir a se tornar realidade. “É uma exposição diferente de tudo o que já vi. Podemos tocar nas obras, sentir as obras e até fazer nossas próprias obras. O objetivo deles era atingir as crianças mas acredito que eles conseguiram atingir todos os públicos.” Afirma o estudante de Administração Thiago Rodrigues, 19.
Trata-se de não permitir que a exposição se torne algo pedante, que faça as crianças perderem a vontade de estar ali, de continuar ali. No mundo lúdico que Arte para crianças apresenta, o que importa é que as crianças se envolvam com a arte, que se relacionem e gostem das obras feitas especialmente para elas.
As obras aguçam os sentidos dos visitantes para os mais simples detalhes da obra, e isso é positivo no que diz respeito à compreensão das crianças. “A minha filha amou a exposição! Ela brincou, se divertiu. E isso surpreendeu até a mim, pois eu jamais imaginei como poderia ser uma exposição voltada para o público infantil” elogia a professora Alessandra Tocci, 23“Ah, eu achei bem legal! Tinha uma parte com uma espuma macia e bolinhas! E também gostei muito de recortar as gravuras e andar descalça na vassoura.” Conta a estudante Giovanna Tocci, 4.
Em entrevista para o Correio Braziliense, um dos artistas da exposição, Cildo Meireles, afirma: “Arte é uma atividade que tem o fascínio das possibilidades.” Sim, é verdade. As possibilidades de reações diante da exposição são muitas. O que não é possível é deixar a exposição e não apresentar nenhuma reação!

Anônimo disse...

II Festival de cinema do metrô
A cada desembarque, cadeiras estavam sendo ocupadas. Pessoas com passos apressados para pegar o melhor lugar, para assistir aos curta. Jovens vinham direto da escola com a turma de amigos como Thiago (18) Clara (16) e Tatiane(16),que estavam entusiasmado com a exibição dos curtas.
No encerramento do festival de cinema no metrô de Taguatinga na última terça-feira dia 25/11. Foram passados 10 curtas apresentados no 40º Festival de Brasília do cinema brasileiro ano passado. Os curtas selecionados foram “Blá...Blá...Blá...”,de Andréa Tonacci; “A João Guimarães Rosa”, de Roberto Santos; “Simitério de Adão e Eva”, de Carlos Calil; “Brinquedo popular do Nordeste”, de Pedro Jorge de Castro; “Meow”, de Marcos Magalhães; “Porta de fogo”, de Edgard Navarro; “Maracatu Maracatus”, de Marcelo Gomes; “Mr. Abrakadabra!”, de José Araripe Jr; “Rua da Amargura”, de Rafael Conde e “Rap,o canto da Ceilândia”, de Adirley Queiroz.
Carlos Augusto coordenador do festival ficou feliz com o resultado do grande público . Para ele a escolha de passar o filme no metrô é o grande fluxo de pessoas, que passam a todo estante, com a exibição dos curtas durante a semana chamou atenção dos usuários do metrô. Carlos Augusto aguarda o ano que vem para passar novamente os curtas no metrô.
por GREYCE KELLY LOPES